Acerto de Contas 17/09/12

Polo Naval inflaciona terrenos em Rio Grande

Não é difícil encontrar relatos sobre terrenos que tiveram aumentos de preço superiores a 1.000% nos últimos anos em Rio Grande. A inflação se deve ao movimento de mercado provocado pelos investimentos do Polo Naval.

– Os preços subiram muito em Rio Grande. Também estão em elevação em São José do Norte, que está recebendo investimentos de estaleiros. – acrescenta o empresário Maurênio Stortti.

Há empresários que relatam não encontrar terrenos para seus investimentos com preços inferiores a R$ 1 milhão.

– Lembro que há alguns anos, havia terrenos custando R$ 10 mil próximos do porto. – recorda o advogado Isar Galbinski.

http://wp.clicrbs.com.br/acertodecontas/2012/09/17/polo-naval-inflaciona-terrenos-em-rio-grande/?topo=52,1,1,,171,e171

Pólo Naval Gaúcho

A repórter Giane Guerra conversou com o sócio-diretor da M.Stortti, Maurênio Stortti, sobre as fases do projeto que indica os pólos industriais do Rio Grande do Sul.

Entrevista com Maurênio Stortti. 02/09/2012

http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=265850&channel=232

 

Nota de divulgação no Acerto de Conta$, por Giane Guerra

Indústria oceânica vai gerar 65 mil empregos no Rio Grande do Sul. Falta de mão de obra preocupa.

02 de setembro de 2012

A indústria oceânica no Rio Grande do Sul acrescentará R$ 12,19 bilhões no PIB do Rio Grande do Sul. Deve gerar quase 65 mil empregos diretos. Considerando os indiretos, este número sobe para quase 240 mil.

A projeção foi apresentada pela empresa de planejamento M.Stortti em estudo encomendado pela Fiergs e Governo do Estado. Usa informações da Fundação de Economia Estatística.

O levantamento projeta ainda uma elevação de R$ 3,4 bilhões no rendimento das famílias gaúchas. A arrecadação tributária também terá impacto, com provável incremento de R$ 1,44 bilhão.

No estudo, o sócio-diretor da M.Stortti, Maurênio Stortti, projeta quais os municípios têm potencial de entrar nessa onda de investimentos da indústria oceânica. Consideram desde a presença de hidrovia até o nível de educação e saúde. Veja o quadro abaixo:

 

O Rio Grande do Sul tem o Polo de Rio Grande e lançou recentemente o Polo do Jacuí. Stortti, no entanto, manifestou ao Destaque Econômico, preocupação quanto à infraestrutura e à mão de obra.

Entrevista Maurênio Stortti.

Foto: Jonathan Heckler/Divulgação PMPA.

 

Parque Assis Brasil: maior pólo brasileiro de negócios e eventos culturais e esportivos ligados ao agronegócio


Projeto de remodelagem apresentado pelo Governo do Estado no lançamento da 35ª Expointer reunirá ensino, tecnologia, comércio, lazer, serviços e eventos ao setor

O Parque de Exposições Assis Brasil será remodelado para atrair turistas, concentrar lazer público e fomentar o fluxo de pessoas e negócios o ano todo. Alterações na arquitetura, obras, realocação de espaços são algumas das ações que incluem o Plano de Negócios apresentado no evento de abertura da 35ª Expointer, no domingo (26), pelo Governador do Estado, Tarso Genro.

Os estudos foram organizados pelo grupo M.Stortti prevendo Parcerias Público-Privada (PPPs) para qualificar financeiramente uma diversidade de eventos agropecuários, além da tradicional feira Expointer. Para tanto, líderes do setor participaram das pesquisas, incluindo as três entidades – Farsul (Federação da Agricultura), Simers (Sindicato da Indústria e Máquinas e Implementos Agrícolas) e ABCCC (Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos) – que contratam o projeto idealizado em conjunto com o governo estadual.

Infraestrutura

O vídeo e a maquete que ilustraram a apresentação revelam uma otimização no uso da área lateral do parque. Com 141 hectares, o Assis Brasil utiliza hoje pouco mais de um terço do espaço físico que possui.

Visando potencializar a lucratividade do parque em períodos que ultrapassam a Expointer, a gestão será no formato público-privado com foco na área de eventos e fomento de negócios agropecuários. Para tanto, serão incorporados novos prédios e revitalizados os antigos. Os estacionamentos e as ruas internas ganharão melhorias que incluem o escoamento das águas, a energia elétrica e a estrutura sanitária. Tudo, reorganizado em setores para facilitar a logística do visitante e agregar valor da união entre Governo, entidades, empresas, produtores e criadores.


Acessibilidade

A implantação da BR-448 impulsionará o desenvolvimento da porção Oeste de Esteio, promovendo o fluxo de uma via importante de acesso ao parque, a Av. Celina Kroeff. Parque Sinos, Sede Abrasinos, Restauração do Arroio Sapucaia, Loteamento Bolognesi e Parque Industrial são empreendimentos previstos para valorizar o entorno do Assis Brasil, que cresce. Na visão do crescimento, a logística está contemplada na remodelagem já com vistas ao Rio dos Sinos e a nova BR 448. Os modais já existentes e o acesso pelo Trensurb serão qualificados.

Localizado na área de expansão de Esteio, o Parque Assis Brasil é a interface da cidade consolidada e da cidade nova. Traduz uma área com grande potencial de atratividade de pessoas para lazer e eventos.

Plano urbanístico

As premissas do projeto desenhado pela M.Stortti envolvem o desenvolvimento do plano urbanístico do Parque Assis Brasil, que vai reordenar os fluxos de público e animais dentro do parque por meio de um zoneamento das áreas. Diretrizes construtivas, acessibilidade, independência entre as diferentes atividades do agronegócio e da agropecuária, melhorando a utilização das áreas remanescentes, serão viabilizadas com a implantação de quatro núcleos que conceituaram todo o empreendimento. São eles: Núcleo de ensino e tecnologia agropecuária, Núcleo de serviços e eventos, Núcleo comercial e de lazer e Núcleo do cavalo.


Núcleo de ensino e tecnologia agropecuária

A remodelagem do parque prevê que empresas e instituições estejam concentradas em um mesmo espaço, a ser chamado de Parque Tecnológico do Agronegócio, que resultará no incentivo do uso da tecnologia para a produção rural.

Ainda no mesmo setor está contemplada a construção de um auditório climatizado que integrará um centro especifico para a educação e tecnologia, com infraestrutura adequada para comportar aulas, workshops, palestras e cursos. Investimentos no ensino serão promovidos visando capacitar os jovens a exercerem liderança em agronegócios. Vislumbra-se preencher a lacuna da falta de mão de obra no campo por meio de programas de capacitação.

Além de cursos técnicos profissionalizantes, o núcleo considera cursos superiores de extensão, laboratórios de genética e inseminação artificial, Observatório de Agricultura da FAO no Rio Grande do Sul e Incubadora Tecnológica Agropecuária.

O objetivo é criar um pólo de excelência no agronegócio, atraindo para o Parque de Exposições Assis Brasil o melhor em inovação e qualidade agropecuária e de alimentos no Rio Grande do Sul.

Núcleo de Serviços e Eventos

O Plano de Negócios do Parque Assis Brasil atende um segundo complexo que reuni os principais departamentos e serviços de agropecuária em uma espécie de “Tudo Fácil do Agronegócio”. Secretarias, ministério, institutos, fundações, federações, agências bancárias e outras do setor estão previstas a incorporar a essa infraestrutura. Com esse núcleo, programas, produtos e serviços que hoje estão espalhados pelo Estado estarão reunidos para favorecer a agilidade na tomada de decisões.

Nesse mesmo núcleo estará o Centro de Convenções modulável, com salas para congressos, reuniões e leilões. Haverá em Centro de Espetáculo destinado a shows, pistas de provas e concursos, alojamento para alunos e hotel.

A intenção é criar o maior pólo brasileiro de negócios e eventos culturais e esportivos ligados ao agronegócio. O Parque Estadual de Exposições Assis Brasil atrairá eventos nacionais e internacionais, com reflexos diretos no desenvolvimento sócio-econômico do entorno.

Núcleo Comercial e de Lazer

Para uma infraestrutura básica e de qualidade que garanta a permanência do público no parque, foram projetos pólos de gastronomia, de serviços diversos como loteria e revisteria, de cultura com um museu, de comércio estabelecido por pequenas lojas, artesanato e agroindústria. E um pólo especial, o kids, será constituído por uma mini-fazenda.

Os insumos da agropecuária serão comercializados pela instalação de bolsas de mercadorias, showroom de fabricantes, seguradoras, agências de comunicação especializadas, escritórios de advocacia, comércio e produtos da agricultura familiar , livraria especializada, empresa imobiliária voltada às áreas rurais, lojas de produtos veterinários, ferramentas e equipamentos.

Núcleo do Cavalo

Negócios, treinamento, desenvolvimento, comércio e lazer envolvendo a criação de equinos serão fomentados com o Núcleo do Cavalo. Em uma única área dentro do Parque Assis Brasil estarão pistas de provas, espaço para leilões, hospedagem de cavalos, comércio de artigos para a prática equestre, sede das principais associações das raças, locais para treinamentos, práticas da equoterapia e palestras.

Hoje, algumas atividades que seriam desse núcleo já funcionam, mas encontram-se dispersas no parque, apresentando problemas de fluxos e necessidade de expansão. A remodelagem, além de atender essas demandas, possibilitará a independência de funcionamento para atividades diversas do segmento.



FIERGS apresenta estudo de modelagem econômica ao Pólo Naval


Plano de Desenvolvimento da Indústria Oceânica Gaúcha aponta diretrizes de trabalho

A nove meses da parceria firmada entre Fiergs e Governo do Estado, o presidente da Federação das Indústrias, Heitor José Müller, entregou ao governador Tarso Genro os estudos de modelagem econômica do Pólo Naval do Rio Grande do Sul. Duas vias do documento intitulado Plano de Desenvolvimento da Indústria Oceânica Gaúcha foram apresentadas na tarde desta terça-feira (21) no Palácio Piratini, durante evento que lançou oficialmente o Pólo Naval do Jacuí, comportando jornalistas, entidades de classe representativas, Petrobras e outras empresas que investirão no projeto.

A partir do protocolo de intenções assinado com o Governo do Rio Grande do Sul em dezembro de 2011, a Fiergs trabalha em múltiplas ações de apoio à indústria oceânica. Entre elas, estão os programas de qualificação de mão de obra e a contratação do grupo M.Stortti para as análises e elaboração do Plano de Desenvolvimento, que tem como objetivo oferecer diretrizes básicas a investidores, empresas da construção naval, entidades e municípios envolvidos.
De acordo com Heitor, os estudos de modelagem econômica resultam em um extenso relatório que contextualiza o setor e inclui questões sócio-econômicas para o desenvolvimento da cadeia produtiva. O documento considera, entre outros, retorno a investidores via Parceria Público-Privada – PPPs, entrevistas com órgãos relacionados, mapa hidroviário e dados que compõem a matriz matemática relacionada às condições das áreas disponíveis em cada cidade.
“Esta é a primeira etapa, o inicio do projeto. Continuaremos trabalhando de forma sustentável em beneficio da sociedade gaúcha”, completa Heitor.
Na oportunidade, foram assinados o decreto que institui a localidade do Pólo Naval do Jacuí nas margens do Rio Jacuí e os protocolos de intenções que divulgam os investimentos em novos módulos da Petrobras e recursos da Iesa Óleo e Gás para a construção de plataformas em Charqueadas. Juntas, garantindo mais de 1.200 empregos diretos e cinco mil empregos indiretos.

Empresários assinam pré-acordo para a Plataforma Logística de Canoas

Multimobilidade potencializa economia pelo parque empreendedor

O Prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PT), recebeu a construtora Mascarenhas no último dia 5 no Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do município. A empresa, que tem mais de 300 mil metros quadrados de obras em logística prontas e em andamento em outros estados, agora divulga investimentos no Sul.

As obras darão forma à Plataforma Logística e Industrial de Canoas, que na oportunidade ganhou assinatura do termo de pré-acordo com a Prefeitura. No evento, ainda, o grupo M.Stortti apresentou os estudos de viabilidade econômica para o projeto. Retorno financeiro garantido e eficiência em sustentabilidade foram alguns dos atrativos que trouxeram a Mascarenhas como investidora para a viabilidade do empreendimento.

De acordo com o Prefeito Jairo Jorge, parques como esse irradiam energia para o desenvolvimento econômico e social da região. “O cenário mudará e em poucos anos estaremos vivenciando outra realidade”, completa.

O empreendimento integra o projeto PLB – Plataforma Logística Brasil, a ser implementado pela Mascarenhas também em Belo Horizonte, Goiânia e Recife. “É um conceito inédito”, diz Luiz Fernando Pires, presidente da empresa.

A plataforma reunirá em uma única área todas as atividades voltadas ao transporte. De uma estrutura eficiente e disponível para as empresas do segmento a um hotel econômico, os arquitetos prevêem posto de gasolina, estacionamento, shopping abastecido pela indústria relacionada, tratamento de efluentes, subestação de energia, parque tecnológico e fluidez efetiva aeroviária, hidrográfica e rodoviária.

“O foco é a multimobilidade, baseado em um conceito já desenvolvido na Espanha”, destaca o diretor da M.Stortti, Maurenio Stortti. Em números, são 73 hectares, R$ 379 milhões envolvidos e 3.120 empregos diretos.

M.Stortti no Parque Assis Brasil

A M.Stortti Consultores Associados foi contrata pela Farsul, Associação Brasileira dos Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) e Sindicato das Indústrias de Máquinas Agrícolas do Estado (Simers) com o objetivo de realizar um diagnóstico do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Assim, oferecer ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul sugestões de modelagem econômica referentes, em especial, ao fluxo de pessoas e negócios movimentados em dias de feiras e eventos no local.

Os estudos contatados são relevantes para as três entidades envolvidas, visto que elas representam o grande núcleo de ocupação do Parque Assis Brasil: máquinas, cavalos e equipamentos.

O potencial do fluxo de pessoas depende de uma melhoria na gestão dos negócios, o que envolve cada entidade. E, em uma parceria, Farsul, Simers e ABCCC contratam a M.Stortti.

A apresentação dos estudos foi entregue no dia 9 de julho ao Governo do Estado como uma colaboração para o desenvolvimento econômico da região.

Informe Econômico (Zero Hora) – Maria Isabel Hammes | 01/06/2012

Desenvolvimento
O desenvolvimento da Plataforma Logística de Passo Fundo recém iniciou os seus estudos de modelagem econômica e já ganha o cenário internacional. Nesta quinta (24), a revista inglesa Infra Latin America, especializada em Parcerias Público-Privadas, veicula entrevista concedida pelo secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Marcos Alexandre Cittolin, e por Maurenio Stortti, diretor da M.Stortti – empresa que apresentará um plano de negócios em seis meses. Para desenvolver a região, a prefeitura teve recursos internacionais do Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Desenvolvimento 2
O grupo M.Stortti está mapeando as oportunidades, infraestrutura e geração de renda de negócios da Indústria Oceânica em São Jose do Norte. Com enfoque na sustentabilidade, trabalha com a World Urban Development, uma das mais reconhecidas ONGs internacionais para o desenvolvimento sustentável, com sede em Washington e diversos outros países. O projeto é uma parceria da Federação das Indústrias (Fiergs) e da Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI) e será concluído em agosto. Por ele, São José do Norte deverá receber investimentos volumosos relacionados ao Pré-sal.

Polo Naval Gera “Ramais” Longe do Mar de Rio Grande

Empresas apostam na navegabilidade do rio Jacuí e na mão de obra de outras regiões – principalmente Charqueadas – para produzir módulos de plataformas petrolíferas

Por Pedro Pereira

O mapa da indústria naval no Rio Grande do Sul vem passando por uma importante transformação. Antes restritas ao extremo sul do estado – principalmente na cidade de Rio Grande –, as atividades do setor agora encontram campo fértil na região do rio Jacuí. Em um primeiro momento, o município que está se beneficiando diretamente deste “transbordamento” da indústria naval de Rio Grande é Charqueadas, a 56 quilômetros de Porto Alegre e a 340 quilômetros da cidade que abriga o grande porto do Estado. Os trunfos de Charqueadas são suas escolas técnicas, com capacidade para formar mão-de-obra de boa qualidade, além do fácil acesso ao mar – uma vantagem que outros municípios situados no curso do Rio Jacuí também apresentam.

Um exemplo deste fenômeno é a chegada da IESA Óleo a Gás, com sede no Rio de Janeiro. A empresa anunciou investimento de R$ 20 milhões em área que foi desapropriada pela prefeitura de Charqueadas e deve empregar 1,2 mil pessoas na fabricação de módulos para plataformas de petróleo. “Serão treinados na região engenheiros, montadores, soldadores, eletricistas e encanadores e, para isso, a empresa contará com a excelente estrutura das escolas técnicas da cidade”, aposta Valdir Lima Carneiro, presidente da empresa. Outra companhia que aposta na mão de obra de Charqueadas é a Engecampo Engenharia Industrial, que se instalará em uma área arrendada de 16 hectares, ao lado da futura unidade da IESA – onde também fabricará módulos para plataformas de petróleo. A expectativa de utilização de mão de obra é de 450 postos efetivos e 400 empregos indiretos.

Segundo o consultor Maurênio Stortti, está claro que as cidades de Rio Grande e São José continuam sendo o lugar ideal para grandes empreendimentos, que necessitam de águas mais profundas. “Grandes estaleiros precisam de condições que existem só lá. Mas o segundo produto que a Petrobras vai demandar são os módulos – e Charqueadas é propícia porque tem área [para a instalação de novas indústrias] e calado de quatro metros até Rio Grande”, explica.

Outras empresas que devem desembarcar na região são a UTC e a Tomé Engenharia. A instalação da UTC ainda depende da desapropriação de uma área que será cedida pela prefeitura. O processo de liberação do terreno obteve parecer favorável e aguarda um depósito judicial para a emissão provisória de posse. Após a conclusão do processo, a empresa investirá R$ 118 milhões e deve gerar cerca de 1,5 mil postos de trabalho. Já a Tomé Engenharia afirma interesse em investir R$ 110 milhões na edificação e adequação de uma unidade industrial. A empresa empregará 2 mil pessoas na fabricação de partes de plataformas de petróleo e unidades de processo – como componentes, equipamentos, estruturas marítimas e módulos destinados à pesquisa e lavra de jazidas de petróleo e gás.

Na visão de Marcos Reis, diretor de suporte à gestão da Quip S/A, o Rio Grande do Sul está trabalhando para que a indústria naval beneficie todo o estado. Ele observa o desenvolvimento de ações semelhantes em outros pontos do Brasil – como Pernambuco, que já conta com um polo naval, e Ceará, onde há tratativas para a instalação de outro, além do já tradicional polo carioca. “A Petrobras tem uma demanda muito grande e outros estados podem vir a contar com novos estaleiros, mas esses estados que citei saem na frente”, analisa. Criada em 2006, a Quip S/A foi a primeira empresa a implementar uma plataforma no município de Rio Grande – a P-53, finalizada em 2008.

http://www.amanha.com.br/home-internas/3227-polo-naval-gera-ramais-longe-do-mar-de-rio-grande

— em Portal Revista Amanhã

Sobre a contratação para projetos de modelagem econômica

Jaime Lerner é um importante arquiteto que vem trabalhando em sintonia com a M.Stortti e outras entidades envolvidas na Parceria Público Privada – PPP para a revitalização de projetos importantes como o Cais Mauá, em Porto Alegre. Em dezembro passado também assinou contrato com prefeitura da capital gaúcha para integrar os trabalhos da “nova” Orla do Guaíba. Foi planejado o trecho da Usina do Gasômetro ao Arroio Cavalhada, já desenhado e apresentado ao Executivo

De acordo com a legislação, a Prefeitura de Porto Alegre contratou o profissional Jaime Lerner na condição de “notório saber”, dispensando concurso público para o trabalho. Em nota oficial divulgada em fevereiro, o presidente do Instituto de Arquitetos do Brasil – IAB, Tiago Holzmann da Silva, destaca a referência de Jaime para a categoria. Reconhece a valiosa participação do profissional para o projeto, contudo, defende que a contratação mais adequada ainda seria o concurso público. A opinião do IAB repercutiu e foi pauta de redação da Rádio Gaúcha no programa Polêmica, em 26 de março.

A M.Stortti, que tem forte bagagem em parcerias PPP, observa que o desenvolvimento de projetos como a Orla do Guaíba e o Cais Mauá permite distintos modelos de contratação. No Rio de Janeiro, por exemplo, em cinco meses iniciam as obras que devolverão ao público o centenário Hotel Paineiras. Lá, o arquiteto contratado foi selecionado por concurso público.

O Hotel das Paineiras é ícone do Rio de Janeiro e será totalmente reestruturado para receber turistas e qualificar o acesso ao Corcovado e ao Cristo Redentor. A tempo para a Copa do Mundo, a reinauguração devolverá para a cidade carioca uma atração turística que estava abandonada há mais de 30 anos. As melhorias contemplarão uma nova arquitetura, eleita em concurso público nacional realizado em 2009 pelo IAB e o ICMBio, do Ministério do Meio Ambiente.

Com previsão de um ano para a conclusão das obras e investimentos de R$ 40 milhões, o Hotel das Paineiras se transformará em um complexo que inclui ao hotel centro de convenções, estação de transferência para o Morro do Corcovado, estacionamento, alimentação, lojas, instalação para exposições permanentes e temporárias e a recepção de eventos múltiplos. Mais que isso, é a última estação de trem que dá acesso ao Corcovado e a uma das sete maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor, recebendo em média 80 mil turistas por mês.